
O Brasil, um gigante marítimo, realiza mais de 95% de suas transações comerciais pelo mar. Contudo, conforme destacou o desembargador federal Marcelo David, vice-presidente do Tribunal Marítimo do Rio de Janeiro, durante o Seminário Internacional de Negociação, Mediação e Arbitragem no Comércio Exterior (Simaex), há uma lacuna significativa no ensino de Direito Marítimo nas universidades brasileiras. Esta deficiência reflete-se no Judiciário, que por vezes carece da preparação necessária para lidar com as complexidades dessa área.
O juiz Frederico Messias, titular da 4ª Vara Cível de Santos e coordenador do Núcleo de Estudos em Direito Marítimo da Escola Paulista da Magistratura, realçou as vantagens da especialização dos mediadores e a escolha de árbitros pelas partes envolvidas. Ele citou a alta taxa de cumprimento das decisões arbitrais e a autonomia proporcionada pela mediação.
Luis Cascaldi, sócio da Martinelli Advogados, apresentou dados impressionantes: o Brasil registrou 49 novos casos de arbitragem em contratos internacionais no último ano.
Este crescimento evidencia a arbitragem como uma alternativa segura e prática para a resolução de disputas comerciais.
Mônica Murayama, advogada brasileira atuando nos EUA, enfatizou a importância da neutralidade na arbitragem, especialmente em casos de comércio exterior, onde a percepção de parcialidade pode ser um desafio.

O terceiro painel, liderado por Anderson Oliveira, professor da PUC-Rio, destacou os riscos associados à falta de segurança da informação e privacidade de dados, um tema cada vez mais relevante no contexto atual.
O painel sobre padrões ESG (ambientais, sociais e de governança) ressaltou a importância destes critérios nas relações comerciais internacionais. Comentários de especialistas como Luis Carlos Szymonowicz e Rui Mucaje ilustraram como diferentes regiões do mundo estão se adaptando a estes novos padrões.
Roberta Portella, assessora jurídica da AEB, encerrou o evento enfatizando a mediação e arbitragem como ferramentas fundamentais para o avanço do comércio exterior. Seu apoio pela AEB sinaliza uma direção promissora para estes métodos alternativos de resolução de disputas. O avanço da arbitragem marítima no Brasil voltou à pauta na ArbiNews #39.
Em um mundo onde os conflitos comerciais são cada vez mais complexos, a Arbitralis reforça seu compromisso em oferecer soluções de mediação e arbitragem eficazes, alinhadas com as tendências globais e as necessidades específicas do comércio marítimo e internacional.
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