
Sim. Embora contratos inteligentes executem automaticamente suas cláusulas, disputas sobre interpretação, falhas de código ou resultados inesperados precisam de adjudicação humana. A arbitragem é o mecanismo mais compatível, pois permite escolher árbitros com expertise técnica em blockchain e direito digital.
Esse é o principal desafio. Uma sentença arbitral tradicional depende do Judiciário estatal para execução forçada. Em ambientes on-chain, surgem propostas de oráculos jurídicos e tribunais descentralizados que integram a decisão arbitral diretamente na execução do contrato — mas a maturidade jurídica dessas soluções ainda é limitada.
Velocidade, sigilo e especialização técnica. Juízes de tribunais comuns raramente têm expertise em criptografia, protocolos DeFi ou tokenização de ativos. Árbitros especializados produzem decisões mais precisas e em prazos muito menores do que o Judiciário tradicional.
Sim, desde que a disputa envolva direitos patrimoniais disponíveis — o que abrange a maioria dos conflitos sobre criptoativos, NFTs e contratos em blockchain. A Lei 9.307/96 não restringe o objeto da arbitragem por tecnologia, apenas pela natureza do direito em disputa.
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