Um processo judicial no Brasil leva, em média, 2 anos e 4 meses do início até a baixa, segundo o relatório Justiça em Números 2026 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com dados de 2025. Diante desse tempo médio, ganham espaço as medidas que buscam reduzir o número de processos no Brasil, entre elas os métodos alternativos.
Só a fase de conhecimento, até a primeira sentença, dura em média 1 ano e 3 meses. Quando é preciso executar a decisão para receber, o tempo cresce muito: a fase de execução leva em média 4 anos e 11 meses até a sentença.
Esses números são médias de todo o Judiciário e escondem diferenças grandes entre tipos de ação, tribunais e fases. Abaixo estão os tempos por etapa, o que explica a demora e o que você pode fazer para não depender dela.
O CNJ mede o tempo de cada fase e instância separadamente. Os dados abaixo são do Justiça em Números 2026, ano-base 2025, para o Poder Judiciário como um todo.
| Etapa | Tempo médio até a primeira sentença | Tempo médio até a baixa | Tempo médio dos processos ainda pendentes |
|---|---|---|---|
| 1º grau, fase de conhecimento | 1 ano e 3 meses | 1 ano e 7 meses | 2 anos e 6 meses |
| 1º grau, fase de execução | 4 anos e 11 meses | 3 anos e 6 meses | 4 anos e 9 meses |
No segundo grau, onde são julgados os recursos, o processo levou em média 9 meses até a baixa, e os recursos ainda pendentes tinham, em média, 2 anos.
Os tempos não podem ser somados. Nem todo processo passa por todas as etapas: alguns terminam no primeiro grau, outros vão até os tribunais superiores, e muitos nunca chegam à execução, porque o devedor paga depois da sentença.
Um detalhe que confunde: o tempo até a baixa pode ser menor que o tempo até a sentença. Isso acontece porque o CNJ mede grupos diferentes de processos, os que foram sentenciados em 2025 e os que foram baixados em 2025.
A maior parte das ações cíveis do dia a dia, como cobranças, indenizações, despejos e disputas de contrato, corre na Justiça Estadual.
Nela, o tempo médio entre o início do processo e a baixa foi de 2 anos e 8 meses em 2025, estável em relação a 2024. Os processos ainda pendentes tinham, em média, 3 anos e 8 meses.
Nas varas estaduais de primeiro grau, a fase de conhecimento levou em média 1 ano e 9 meses até a sentença e 2 anos e 1 mês até a baixa.
Nos juizados especiais estaduais, voltados a causas de menor valor, a fase de conhecimento levou em média 1 ano e 1 mês até a sentença. A diferença entre os ritos está explicada em rito sumaríssimo, sumário e ordinário.
Ganhar a ação não significa receber. Se o devedor não paga, começa a execução, e é aí que o processo mais demora. O próprio CNJ explica que a execução é ampliada pelas dificuldades de localizar bens, penhorá-los e transformá-los em dinheiro.
Sem as execuções fiscais, o tempo médio dos processos baixados no Judiciário cairia de 2 anos e 4 meses para 1 ano e 6 meses. Para quem cobra uma dívida privada, porém, a fase de execução continua sendo o principal gargalo.
O Justiça em Números 2026 dá algumas pistas objetivas:
A produtividade não é o problema central: em 2025, cada magistrado ativo baixou em média 2.366 processos, contra 252 na média europeia. O estoque vem caindo, mas o volume de entrada continua alto.
A análise das causas está em a morosidade do Judiciário brasileiro, e o histórico do estoque, em processos parados no Judiciário.
A média nacional serve de referência, mas o seu caso pode ser bem diferente. Os fatores que mais pesam:
A demora também tem custo: honorários e custas ao longo dos anos, capital parado e tempo de gestão dedicado ao caso. Veja quanto custa entrar com um processo antes de decidir.
Nem todo conflito precisa de um processo judicial. Para disputas sobre direitos patrimoniais disponíveis, como contratos, aluguéis e cobranças, há caminhos mais curtos:
Na arbitragem, o prazo da sentença é o que as partes combinarem. Se nada for combinado, a lei fixa seis meses a partir da instituição da arbitragem (Lei 9.307/96, art. 23).
Na Arbitralis, a sentença arbitral sai em até 30 dias, com custo fixo e procedimento 100% online. O caminho completo está em processo arbitral passo a passo.
A arbitragem depende de concordância das partes, por cláusula no contrato ou por compromisso firmado depois do conflito. E a execução forçada de uma sentença arbitral não paga continua sendo feita no Judiciário. Para contratos novos, prever a cláusula arbitral desde a assinatura é o que garante esse caminho.
Nas varas estaduais de primeiro grau, a fase de conhecimento levou em média 1 ano e 9 meses até a sentença em 2025. Com recurso e execução, o total pode passar de alguns anos, porque cada etapa tem tempo próprio.
Não há um prazo fixo. A Constituição garante a "razoável duração do processo" (art. 5º, LXXVIII), mas não estabelece um número. Os prazos do CPC valem para atos específicos, não para o processo inteiro.
Em média, sim. Nos juizados especiais estaduais, a fase de conhecimento levou 1 ano e 1 mês até a sentença em 2025, contra 1 ano e 9 meses nas varas comuns estaduais. O juizado aceita causas de até 40 salários mínimos, com regras próprias.
Se o seu conflito envolve dinheiro ou contrato, compare o valor em disputa com dois ou três anos de espera e o custo desse período. Quando a conta não fecha, tente primeiro a notificação e a conciliação.
Se não houver acordo e o contrato permitir, a arbitragem entrega uma decisão definitiva em semanas, não em anos.
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