
Ainda não há um tribunal internacional específico para conflitos espaciais. O direito espacial é regido por tratados como o Tratado do Espaço de 1967, mas eles não preveem mecanismos eficientes de adjudicação. A arbitragem internacional é o caminho mais utilizado por empresas privadas para resolver disputas em missões espaciais comerciais.
Sim, e já é a prática dominante. Contratos entre empresas como SpaceX, Blue Origin e seus fornecedores frequentemente incluem cláusulas compromissórias com câmaras arbitrais internacionais, dado o caráter transnacional das operações e a necessidade de árbitros com expertise técnica específica.
A Convenção sobre Responsabilidade Internacional por Danos Causados por Objetos Espaciais de 1972 estabelece responsabilidade objetiva dos Estados pelo lançamento de objetos. Para empresas privadas, os contratos e a arbitragem internacional são os mecanismos mais práticos de resolução.
O Brasil é signatário dos principais tratados espaciais e tem o Programa Espacial Brasileiro sob coordenação da AEB. Para conflitos envolvendo empresas brasileiras em projetos aeroespaciais, a arbitragem é plenamente aplicável sob a Lei 9.307/96, desde que o objeto seja um direito patrimonial disponível.
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