
O Píer Mauá, no centro do Rio de Janeiro, recebeu nos dias 13 e 14 de maio a 5ª edição do AB2L Lawtech Experience — considerado o maior congresso internacional de inovação jurídica do mundo. Eram milhares de pessoas — advogados, juízes, gestores jurídicos, fundadores de lawtechs, representantes do Judiciário e da OAB — reunidas em torno de uma questão que já não é mais teórica: o que a tecnologia faz com o Direito? Ab2l-lex
A Arbitralis esteve lá. E o que vimos em dois dias de conversas, painéis e conexões confirmou algo que já sabíamos pela experiência prática — mas que o evento tornou impossível de ignorar: a IA no Direito não é tendência de amanhã. É realidade de hoje, acelerada, e quem ainda está esperando o momento certo para entrar já está atrasado.
Com o tema "A odisseia da inovação jurídica", a abertura foi marcada por reflexões sobre os desafios da transformação digital e o papel das instituições na construção de uma advocacia mais moderna, acessível e conectada às novas demandas da sociedade.
O título do evento não foi escolhido por acaso. Odisseia — uma jornada longa, com obstáculos, sem caminho linear, mas com destino claro. Quem estava no Píer Mauá nos dois dias percebia que o ecossistema jurídico brasileiro já está no meio dessa jornada. Não no começo, discutindo se vale entrar. No meio — navegando entre o que já funciona, o que ainda promete e o que vai demorar mais do que os otimistas previam.
O que chamou atenção logo na abertura: a participação de especialistas, lideranças institucionais, representantes do Poder Judiciário, grandes escritórios, lawtechs e profissionais da advocacia lado a lado no mesmo espaço. Não foi painel de tecnólogos falando para advogados. Foi uma conversa entre mundos que precisam aprender a se entender — e que, naquele espaço, estavam genuinamente dispostos a isso.

Andar pelo evento e conversar com as pessoas mostrou um perfil que surpreende quem imagina que inovação jurídica é tema de startups e jovens recém-formados. Havia sócios de escritórios tradicionais perguntando sobre automação de processos repetitivos. Diretores jurídicos de empresas de médio porte entendendo o que é um agente de IA e como ele se diferencia de um chatbot simples. Procuradores discutindo rastreabilidade de decisões automatizadas.
A programação contou com mais de 300 palestrantes nacionais e internacionais, com trilhas temáticas voltadas para inteligência artificial, futuro do Direito, legal operations, gestão inovadora e transformação digital no universo jurídico. Mas o que ficou das conversas nos corredores foi mais revelador do que qualquer painel: existe uma demanda enorme e represada por soluções que funcionem de verdade — não provas de conceito, não demos de laboratório, mas ferramentas que resolvem problemas reais de operação jurídica hoje. OABRJ
O AB2LEX 2026 não foi um evento de filosofia tecnológica. Ninguém ali perdeu tempo debatendo se a IA vai "substituir" o advogado. A presidente da OABRJ destacou a importância de aliar inovação e tecnologia à atuação humanizada no sistema de Justiça, enfatizando que as ferramentas digitais devem servir como instrumentos para o aprimoramento da atividade jurídica, sem substituir o papel essencial da advocacia. Visit Rio
Essa postura pragmática permeou todo o evento. A pergunta que as pessoas estavam fazendo não era "a IA vai tomar meu lugar?" — era "como eu uso a IA para fazer mais, com menos esforço, em menos tempo?" E essa mudança de pergunta é significativa. Significa que o ecossistema jurídico brasileiro já processou a fase de ansiedade e passou para a fase de adoção.
O que vimos no AB2LEX 2026 confirma o que a Arbitralis já opera na prática: IA bem aplicada ao Direito não reduz o papel humano — ela libera o humano para o que só o humano faz bem. Negociação complexa, estratégia, empatia com a parte. O que é repetitivo, volumoso e documentável — notificação, cobrança, rastreamento de evidências, condução de negociação padronizada — a IA faz com consistência que nenhuma equipe humana consegue manter em escala.
O encontro propõe reflexões sobre os desafios das inovações digitais e o papel das instituições na construção de uma advocacia mais moderna, acessível e conectada às novas demandas da sociedade. Jusbrasil
Para a Arbitralis, o AB2LEX 2026 confirmou algo que os dados já mostravam: existe um gap enorme entre o volume de conflitos empresariais que precisam de resolução e a capacidade atual do sistema — seja o Judiciário sobrecarregado, sejam os processos extrajudiciais ainda majoritariamente manuais.
O Rio Lawtech Nation é uma iniciativa da AB2L que transforma o Rio de Janeiro na capital mundial das lawtechs — conectando ecossistemas de inovação jurídica de todo o mundo e gerando ideias, negócios e novas perspectivas para o futuro do Direito. Projuris
Esse posicionamento do Rio como polo de inovação jurídica não é retórica de evento. É reflexo de um movimento real: empresas, escritórios e instituições públicas que perceberam que o modelo tradicional de resolução de conflitos não escala. E que a tecnologia — quando bem combinada com validade jurídica — resolve o que o Judiciário demora anos para decidir em semanas.
Quem andou pelo AB2LEX 2026 e conversou com as pessoas saiu com uma certeza que vai além do entusiasmo de evento: estamos diante de uma transformação estrutural, não de uma moda. A IA não está chegando ao Direito — ela já chegou. E o que está em jogo agora não é mais decidir se entra ou não. É decidir com qual estratégia entrar.
A Arbitralis opera nesse cruzamento há anos — tecnologia com validade jurídica, IA com rastreabilidade, automação com sentença executiva. Mais de 10 mil processos arbitrais resolvidos, mais de 20 mil operações validadas, 74% de taxa de sucesso em negociação autônoma. Não é promessa de inovação — é resultado documentado.
Para empresas e escritórios que saíram do AB2LEX querendo dar o próximo passo concreto, a Arbitralis é o ecossistema que conecta notificação extrajudicial digital, negociação com IA e arbitragem digital em uma única plataforma — do primeiro contato à sentença, sem fragmentação, sem perda de evidência, sem depender do Judiciário.
O futuro do Direito estava no Píer Mauá. O próximo passo está aqui.
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